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” O HIV NO MUNDO”

07,quiUTC325UTC11bThu, 22 Nov 2007 11:30:59 +00002007 2007.

Os dados segundo o critério raça/cor ainda são limitados, devido ao alto percentual de ignorados (27%). Apesar da limitação, observa-se, na série histórica, redução proporcional de casos de aids e de óbitos entre brancos e aumento entre negros e pardos, em ambos os sexos.

Casos em usuários de drogas diminuiram

Segundo o documento, o Brasil tem um terço das pessoas que vivem com HIV na América Latina. No país, destacam-se a diminuição da prevalência em usuários de drogas injetáveis (UDI), relacionada aos programadas de redução de danos; e o aumento em mulheres, cuja infecção é atribuída principalmente ao comportamento sexual de seus parceiros.

Na série histórica, foram identificados 314.294 casos de aids em homens e 159.793 em mulheres. Ao longo do tempo, a razão entre os sexos vem diminuindo de forma progressiva. Em 1985, havia 15 casos da doença em homens para 1 em mulher. Hoje, a relação é de 1,5 para 1. Na faixa etária de 13 a 19 anos, há inversão na razão de sexo, a partir de 1998. Em ambos os sexos, a maior parte dos casos se concentra na faixa etária de 25 a 49 anos. Porém, nos últimos anos, tem-se verificado aumento percentual de casos na população acima de 50 anos, em ambos os sexos.

90% das pessoas com Aids no Sudeste continuam vivas cinco anos após diagnóstico

Os dados apontam que, cinco anos depois de diagnosticadas, 90% das pessoas com aids no Sudeste estavam vivas. Nas outras regiões, os percentuais foram de 78%, no Norte; 80%, no Centro Oeste; 81%, no Nordeste; e 82%, no Sul.

O Ministério da Saúde também apresentou os números do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV e Aids (UINAIDS) sobre a epidemia no mundo. A nova análise dos dados mostra, ainda, que 13,9% dos indivíduos diagnosticados com aids na região Norte, em 2000, haviam morrido em até um ano após a descoberta da doença. No Centro Oeste, o percentual foi de 12,7% e no Nordeste, de 12,1%. Na região Sul, o indicador cai para 9,1% e no Sudeste, para 3%. A média do Brasil foi de 6,1%. Em números absolutos, o Brasil registrou 192.709 óbitos por aids, de 1980 a 2006.

A diretora do Programa Nacional de DST e Aids, Mariângela Simão, reconhece que os números refletem as desigualdades regionais. “Nosso desafio é reforçar a qualidade da assistência no SUS e ampliar o diagnóstico precoce da infecção pelo HIV, seja nos exames de rotina na rede pública ou no uso do teste rápido”.

Sudeste lidera número de casos da doença

De acordo com o Boletim, de 1980 a junho de 2007, foram notificados 474.273 casos de aids no país – 289.074 no Sudeste, 89.250 no Sul, 53.089 no Nordeste, 26.757 no Centro Oeste e 16.103 no Norte. No Brasil e nas regiões Sul, Sudeste e Centro Oeste, a incidência de aids tende à estabilização. No Norte e Nordeste, a tendência é de crescimento. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil tem uma epidemia concentrada, com taxa de prevalência da infecção pelo HIV de 0,6% na população de 15 a 49 anos.

Em 2006, considerando dados preliminares, foram registrados 32.628 casos da doença, confirmando uma tendência de queda no número de casos, identificada a partir de 2002, quando houve 38.816 notificados. Naquele ano, a taxa de incidência da aids foi de 22,2 casos por 100 mil habitantes. Em 2005, a taxa foi de 19,5/100 mil e em 2006, de 17,5/100 mil.

Mundo tem 33,2 milhões de pessoas com HIV

De acordo com o relatório do UNAIDS, estima-se que existam, atualmente, 33,2 milhões de pessoas com HIV em todo mundo e que ocorreram 2,5 milhões de novas infecções em 2007. O número de pessoas que morreram em decorrência da aids neste ano foi de 2,1 milhões.

Segundo o documento, a África Subsaariana concentra 68% das pessoas infectadas pelo HIV e 76% das mortes por conta da doença. No entanto, em alguns países africanos, como Costa do Marfim, Quênia e Zimbábue, as taxas de prevalência têm caído, mesma tendência observada em países da Ásia, como Camboja, Mianmar e Tailândia.

Na América Latina, o relatório afirma que a epidemia permanece estável. Em 2007, o número estimado de novas infecções na região foi de 100 mil; e o de mortes, de 58 mil. Atualmente, estima-se que 1,6 milhão de pessoas vivam com aids na América Latina.

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