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07,sexUTC333UTC11bFri, 30 Nov 2007 10:04:20 +00002007 2007.

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 Educação a Distância

 

 

Fitoterapia

Cuidado com medicamentos naturais

Plantas medicinais podem interferir na ação de remédios convencionais, revela pesquisa da UnB com portadores do vírus da Aids

O uso indiscriminado de plantas no tratamento de doenças deve ser visto com mais atenção pelas pessoas. Plantas aparentemente inofensivas e utilizadas como medicamento são comprovadamente perigosas dependendo da forma com que são administradas. Esse perigo está mais presente quando a pessoa concilia o uso com remédio indicado pelo médico para o tratamento de doenças. Pesquisa realizada no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Universidade de Brasília (UnB) comprova que, no caso dos portadores de HIV (sigla em inglês para vírus da imunodeficiência humana, causador da Aids), as plantas medicinais podem reduzir a eficácia ou aumentar os efeitos colaterais dos medicamentos essenciais à saúde desses pacientes.

Farmácia que brota da terra

Pesquisadores da UnB estudam propriedades medicinais de plantas,
especialmente do cerrado e ajudam raizeiros e agricultores

Capim-santo           Buchinha (Laffa operculata)

A cura por meio das plantas, ou fitoterapia, passa da boca do povo para os livros e mentes de pesquisadores. Na Universidade de Brasília (UnB), é estudada no curso de Farmácia, que reúne e analisa extratos de plantas do cerrado, no Instituto de Ciências Biológicas (IB), que guarda uma das maiores amostras do país desse bioma, e na Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária (FAV), que auxilia agricultores com técnicas de produção de qualidade em larga escala. Eles contestam o mito de que o que é natural nunca é nocivo ao organismo, mas valorizam propriedades medicinais de algumas plantas, especialmente do cerrado.

A cura através das plantas.

Esquecidas durante muito tempo pelos ocidentais, as ervas medicinais hoje reassumem seu papel como o mais valioso recurso terapêutico
oferecido pela natureza.
A fitoterapia consiste no conjunto das técnicas de utilização dos vegetais no tratamento das doenças e na recuperação da saúde. Comporta
numerosas escolas que estudam e empregam as plantas medicinais, da mais simples e empíricas, às cientificas e experimentais.
Como método terapêutico, a fitoterapia faz
parte dos recursos da medicina natural e está presente também na tradição da medicina popular e nos rituais de cura indígenas.
Em sua forma mais rigorosa, abrange os princípios e as técnicas da
botânica e da farmacologia.

Embora muitas pessoas ignorem a importância das plantas medicinais, sabe-se que toda farmacologia tem como base exatamente os princípios ativos das plantas. Na verdade,a farmacologia moderna não existiria sem a
botânica, a toxicologia e a herança de conhecimentos adquiridos através de séculos de prática médica ligada ao emprego dos vegetais. Apesar do avanço da tecnologia, que diariamente cria novos compostos e
substâncias sintéticas com poderes medicinais, mais de 40% de toda a matéria-prima dos remédios encontrados hoje nas farmácias continua sendo de origem vegetal.

Portal Saúde gov - Ministério da Saúde.
A Fitoterapia é uma terapêutica caracterizada pela utilização de plantas medicinais em suas diferentes formas farmacêuticas, sem a utilização de substâncias ativas isoladas, ainda que de origem vegetal, cuja abordagem incentiva o desenvolvimento comunitário, a solidariedade e a participação social.As plantas medicinais têm sido a base dos principais produtos para a saúde desde a Antigüidade, endossada pelos dados da Organização Mundial de Saúde, de que 80% da população mundial utiliza estas plantas ou preparações destas no que se refere à atenção primária de saúde. O reconhecimento de seu valor como recurso clínico, farmacêutico e econômico tem crescido progressivamente em vários países, os quais vêm normatizando e legislando acerca dos diferentes critérios de segurança, eficácia e qualidade que devem envolver esses produtos.A ampliação das opções terapêuticas ofertadas aos usuários do Sistema Único de Saúde, com garantia de acesso a plantas medicinais, fitoterápicos e serviços relacionados à fitoterapia, com segurança, eficácia e qualidade, na perspectiva da integralidade da atenção à saúde, é importante estratégia para melhoria da atenção à saúde da população e à inclusão social. Aliado a isto, o Brasil possui vantagens e oportunidades para desenvolvimento da terapêutica, aliadas ao crescente interesse popular e institucional no fortalecimento da fitoterapia no Sistema Único de Saúde.

Neste sentido, o Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Assistência Farmacêutica, vem desenvolvendo de forma participativa, democrática e transversal com todos os níveis e instâncias do governo e da sociedade, diversas ações voltadas ao desenvolvimento da cadeia produtiva de plantas medicinais e fitoterápicos, com vistas à ampliação do acesso a produtos e serviços aos usuários do SUS, na perspectiva da integralidade da atenção à saúde.

Portaria nº 971 de 03 de maio de 2006Portaria nº 2.311 de 29 de setembro de 2006

Decreto nº 5813 de 22 de junho de 2006

 

Assistência Farmacêutica Programa de Fitoterapia

O Programa de Fitoterapia tem como objetivo ampliar o acesso da população às plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos (que têm como matéria-prima plantas), produzir fitoterápicos para atender a demanda da Atenção Básica do município e desenvolver ações educativas sobre o uso correto de plantas medicinais.

Os sete reinos da natureza

Segundo informações contidas nos mais antigos tratados de medicina, a fitoterapia sempre acompanhou as mais diversas técnicas médicas
de todos os tempos. Os livros hindus dedicados ao conhecimento da origem do cosmos e do homem (cosmogênese e antropogênese,
respectivamente) apontam os vegetais como parte importante nos chamados
Sete Reinos da natureza.
De acordo com ciência ocidental, existem apenas três reinos ¾ o Mineral, o Vegetal e o Animal ¾ e o homem pertence a esse ultimo.
Para os estudiosos das ciências mais profundas,
no entanto, o homem faz parte de um quarto reino, o Reino Hominal, uma vez que se diferencia dos animais pôr ser portador de uma
mente capaz de raciocinar.

Essa posição coincide com o conceito da sabedoria védica, cujo textos sagrados admitem a existência de sete reinos, e não apenas quatro: o Mineral, o Vegetal,
o Animal, o Hominal, o Angelical, o Arcangelical e o Deíficio.

Os reinos Angelical, Arcangelical e Deíficio são de difícil entendimento para a razão humana comum, pois representam estágios ainda não alcançados na
evolução. De acordo com a sabedoria sagrada, esses reinos ainda estão em fase de estruturação e são alimentados pelas vibrações de amor e devoção
do homem à Ordem do Universo. Tais dimensões serão devidamente atingidas um dia, quando a consciência humana conseguir transcender
suas limitações e sua condicionamentos.

Os sete reinos, no entanto, constituem na verdade um só, cuja síntese resume o próprio Universo material e imaterial. São interdependentes e evolutivos ¾ um
vegetal, por exemplo, apresenta elementos minerais em sua estrutura, e deles depende para viver; o animal, por sua vez, tem elementos vegetais e minerais,
enquanto o homem possui elementos minerais, compostos vegetais (clorofila) e elementos animais (corpo, músculos, sangue, etc.).

Tudo isso nos faz compreender melhor o papel dos minerais e dos vegetais na correção de desarranjos ou desarmonias nos reinos mais superiores ¾ eles
são, enfim, a base de sustentação de todo o fenômeno cósmico da evolução. Os vegetais são mais importantes que os minerais, pois já os contém em sua estrutura. Apesar de existirem muitos remédios de origem mineral, animal e
homineral, eles são bem mais escassos que os provenientes das plantas.

 

Fitoterapia: dos senhores e das ervas medicinais

por José Joacir Dos Santos (jjoacir@]yahoo.com)

RESUMO

Este trabalho tem como objetivo o estudo da fitoterapia como parte integrante da vida humana, cuja prática tem sido sucessiva e intencionalmente fragmentada no Ocidente, e no Brasil especialmente, desde a colonização portuguesa, de forma silenciosa, constante, para acomodar os interesses econômicos das elites. Apresenta-se tópicos de sua inserção e interdependência na história dos povos orientais, das primeiras sociedades ocidentais e recentemente de nações do porte da brasileira.

Conclui-se que, apesar das recententes iniciativas do governo federal em finalmente reconhecer a fitoterapia como de “interesse popular e institucional”, há um histórico de negligência no cumprimento das leis e de desrespeito aos fundamentos democráticos que norteiam os destinos do país. Parte desse desleixo credita-se à própria sociedade, ao permitir que os interesses econômicos de grupos nacionais e multinacionais se sobreponham à necessidade ao caminho holístico que deve nortear a saúde pública.

Com a rica biodiversidade que foi contemplado, o Brasil tem todas as condições de mudar drasticamente a sua política de saúde pública e adotar uma postura democrática, multidisciplicar, onde o povo possa escolher e canalizar o caminho de busca de sua própria cura, entre eles, o caminho das ervas medicinais.

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