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“PATRIMÔNIO HISTÓRICO”

07,segUTC343UTC12bMon, 10 Dec 2007 04:57:53 +00002007 2007.

/ Rio de janeiro / Patrimônio Cultural

 

09/12/2007 – 09h19 – Atualizado em 09/12/2007 – 09h35

Casarão histórico está infestado de cupins e sem reboco nas paredes

Estado sustenta que dever de cuidar da Casa do Capão do Bispo seria do IAB.
Diretor diz que ninguém ajuda porque casa em Del Castilho não tem visibilidade.


 

Porfyrio

Casa está em péssimas condições: infestada de cupins, sem reboco nas paredes laterais e com telhado, portas, janelas e assoalho desgastados. (Foto: Porfyrio

Saiba mais

 

De casa de bispo a ninho de cupim. Em péssimo estado de conservação, a Casa do Capão do Bispo, construção tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), no bairro de Del Castilho, no subúrbio do Rio, é mantida em funcionamento com a quantia de R$800 mensais.

O local está em péssimas condições de conservação: além dos cupins, falta reboco nas paredes laterais e o telhado, portas e assoalho estão desgastados. 

O dinheiro sai do orçamento do Instituto de Arqueologia Brasileira (IAB), que ocupa o local desde a década de 70, graças a um acordo assinado com o governo estadual, proprietário da casa. O imóvel, que no século XVIII foi residência do bispo D. Joaquim Justiniano Mascarenhas Castelo Branco, está preciso de reparos urgentes. Em 2005, a reforma do local foi orçada em R$870 mil.  

  

Antiga sede de uma imensa propriedade rural, a Casa do Capão do Bispo é um exemplar da arquitetura colonial rural do século XVIII. Do mesmo tipo, há somente mais uma construção em todo o Brasil, na cidade de Vassouras, no interior do Rio de Janeiro.

 Três institutos e nenhuma solução

Para o Instituto Estadual de Patrimônio Artístico e Cultural (Inepac), a responsabilidade pela conservação do imóvel é do IAB, que está usufruindo do local. Em nota, o Inepac diz ainda que o IAB tem de buscar parcerias com terceiros e afirma que o instituto paga as contas de luz (R$ 108,00) e de gás (r$ 64.00)

Av. Dom Hélder Câmara (antiga Av.Suburbana), 4.616, Delcastilho, subúrbio carioca. (Foto: Porfyrio

Com uma arrecadação mensal de R$2 mil – dos quais R$800 são gastos na casa – , o IAB alega não ter condições de dar conta das obras. “Nós estamos procurando empresas interessadas em patrocinar as obras, mas está difícil. Não entendo porque ninguém se prontifica. Talvez seja porque fica no subúrbio e não tem visibilidade”, disse o diretor do IAB, professor Paulo Seda.

Seda acrescenta: “Nós ocupamos a casa, temos o dever de conservá-la e não nos esquivamos disso. Acreditamos, contudo, que o governo poderia nos ajudar mais. Uma coisa eu posso afirmar com certeza: se não estivéssemos aqui a casa já tinha caído.”.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão que tombou a casa em 1961, afirma não ter a obrigação de alocar recursos para viabilizar a restauração da casa. A assessoria de imprensa do Iphan afirma que o instituto só busca apoio financeiro em casos extremos, já que sua principal atribuição é a fiscalização.

 A responsabilidade é estadual, diz advogado

Consultado pelo G1, o advogado especialista em direito imobiliário, Ricardo Lira, afirma que o governo estadual, por ser o proprietário, tem a obrigação de conservar a casa. “Com ou sem o termo de cooperação, a obrigação preliminar de zelar pelo imóvel é do proprietário, no caso, o Estado, e não de quem o ocupa, o IAB. Isso vale também para a relação entre locador e locatário no aluguel de propriedades tombadas.”.

 Casa já esteve no Guia da Riotur

O Capão do Bispo já passou por uma grande restauração, financiada pelo governo estadual, nos anos 70. “Na década de 90, quando estava no Guia da Riotur, a Casa do Capão do Bispo recebia a visita de turistas nacionais e estrangeiros com freqüência.”, afirma o arqueólogo e diretor do IAB, Paulo Seda. Ele lamenta que justamente a sede do Instituto de Arqueologia Brasileira, onde trabalham profissionais especialistas em restauração, esteja com problemas de conservação.

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