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“SOBRE RADIOAMADORISMO”

07,quaUTC57UTC02bWed, 27 Feb 2008 01:15:27 +00002008 2007.

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Modalidades de transmissões Há várias modalidades ou atividades no largo espectro do Radioamadorismo. Desde trabalhar DX, construir os próprios equipamentos, comunicações via satélite, slow-scan TV, há de certo algo no Radioamadorismo para toda a gente, aqui nesta parte do site você encontrará um pequeno resumo das modalidades mais utilizadas pelos radioamadores de todo o mundo. Mas não pense que isso é tudo, os radiamadores estão acompanhando o avanço tecnológico e algumas vezes estão à frente de muitos orgão públicos e privados, atualizando com modificações seus equipamentos e modos operantes, criando assim novas modalidades de trânsmissões. CW - Continuos Wave ou ondas contínuas. Curiosamente, a telegrafia em código Morse tem o poder de colocar os radioamadores em campos opostos, uns o adoram, outros não o suportam. O CW vem descendo em popularidade nas últimas décadas na mesma medida em que a fonia (voz) e outros modos digitais vão se tornando mais populares. Porem se ouvirmos nos seguimentos das bandas de RA (radio amador) para CW, vamos encontrar milhares de amadores que continuam a utilizar esta antiga técnica de comunicação. Pois embora o Cw seje uma forma muito antiga, aliás foi a primeira forma de comunicação conduzida por fios e posteriormente por RF (radio frequência), ela ainda hoje pode ser muitas vezes mais eficaz de que outras modalidades. O caso é que hoje em dia, não há muitos radioamadores com paciência para se dedicar a uma modalidade em que exige um alto nível de técnica, abilidade e concentração. Na verdade ao contrario de antigamente, que a maioria dos radioamadores construiam boa parte de seus equipamentos, hoje em dia quase todos, compram seus equipamentos indústrializados, e estes que quase fazem suas sintonias e acoplamentos sozinhos. Então este operadores "mal acostumados" acham muito complicado direcionar tanta atenção ao CW. Mas acima de tudo é que as autoridades, no nosso caso a Anatel, continua a exigir uma prova de telegrafia em código Morse para contatar se o candidato, detem o conhecimento necessário para trabalhar em todas as bandas de amador. Assim, se o amador quiser operar em fonia por exemplo na bandas dos 14MHz terá de dominar o CW . Embora a transmissão de mensagens por código tenha naturalmente que ser mais lenta do que por fonia (voz) e exija o domínio da técnica, a verdade é que continuam a fazer-se comunicações por onda contínua. Do ponto vista técnico, estes emissores têm algumas vantagens sobre os emissores rádio-telefonicos (onda modulada). Os emissores de onda contínua têm um alcance maior para a mesma potência, e isso é devido ao fato de que a conversação pode ser audível e não inteligível. A transmissão em onda contínua não é tão prejudicada por interferências. E dentro de uma determinada faixa de frequência é possível trabalhar mais estações em CW do que de fonia . Alem disso a telegrafia nos ajuda a saber como está a propagação, para isso devemos prestar atenção em alguns sinais que ouvimos nas bandas, aqueles sinais que, muitas vezes são quase imperceptiveis para estações comuns, com antenas "locais"(mas que são muito fáceis de ouvir de uma estação preparada para fazer DX), que ficam sempre repetindo a mesma coisa, mais parece "pitimbação", mas não são! Estes sinais são os Beacons! O beacon é uma estação de rádio que tem por finalidade, única e exclusivamente de transmitir em CW o seu indicativo em intervalos pré determinados, 24 horas por dia. Assim os RA de outras localidades ou países poderão saber se há ou não propagação para aquela região, pelo simples fato de ouvir ou não este Beacon. Saiba mais sobre CW Fonia Este como todos sabem é o modo mais popular de transmissão usado por todos operadores. Pois basta uma pessoa obter a licença de radioamador e adiquir um simples equipamento, como por exemplo um HT, e esta pessoa já poderá se comunicar com diversas outras pessoas, fazendo amigos, e divertindo-se, não necessitando de maiores conhecimentos e equipamentos como nos casos das transmissões digitais. Podendo assim se comunicar de dentro de sua própria residencia, móvel ( dentro de automóveis) ou mesmo portáteis (a pé). Dentro da fonia o radioamador poderá desfrutar de diversas formas de modulação, com as quais ele poderá escolher a que melhor lhe dará rendimento. Como por exemplo em QSO's (contatos) locais dentro de sua cidade, ele poderá opitar em frequências altas como o VHF, e com o uso de repetidoras fazer contatos mais distantes. Ou se perferir fazer contatos DX's com cesrteza a Banda lateral (SSB) em HF lhe dará mais desempenho. Seja qual for a modalidade que o radioamador optar em se dedicar, com certeza a maioria deles faz ou pelo menos já fizeram QSO's em fonia. Modos digitais PACKET-RADIO

INTERNET ÍNDICE

1.0 Informações Básicas Sobre Packet Radio
1.2 O que é radioamadorismo?
1.1 O que é packet radio?
1.3 O que eu posso fazer em packet radio?
1.4 Porquê packet e não os outros modos digitais?
1.5 Que equipamentos compõem uma estação de packet?
TNC (Terminal Node Controller)
Computador ou Terminal
Rádio
1.6 O que significa todos usarem o mesmo canal?
1.7 O que é AX.25 ?
1.8 Definições: Termos usados em Packet Radio.
1.9 O que fazer e o que não fazer: Regras e Regulamentos.

Recursos disponíveis na Internet para o rádio-pacote.
2.1 Quais Newsgroups/Listas de discussão estão disponíveis?
2.2 Quais os sites de FTP anônimos estão disponíveis.
2.3 Existe algum gateway para correio eletrônico ou news?
Internet / Packet Radio BBS Gateway

3.0 Protocolos especiais e de rede de packet
3.1 Existe algum outro protocolo em uso além do AX.25?
O que ‚é TCP/IP?
Estrutura da AmprNet.
3.4 Configurações de redes.
O que são estes dispositivos de rede?
Digipeaters
KA-Nodes
NET/ROM
ROSE
Transferencia de mensagens via BBS.

A AmprNet Brasileira.

A AmprNet – PB, perspectivas.
5.1 Projeto da AmprNet na Paraíba.
1.0 Informações Básicas sobre Packet Radio.

1.1 O que é o radioamadorismo?

O radioamadorismo é um hobby que usa determinadas freqüências de rádio por pessoas devidamente habilitadas que se dedicam ao estudo e pesquisa na área de comunicação via rádio. Os radioamadores são licenciados pelo Ministério das Comunicações, após terem sido aprovados em exames para as suas respectivas classes. Normalmente, estes exames são compostos de radioeletricidade, ética operacional, legislação e telegrafia. O radioamadorismo não pode ser usado para fins comerciais. Também o radioamador deve se conduzir de forma ética e evitar usar o radioamadorismo para fins ilegais. Para maiores informações os interessados devem procurar as Delegacias Estaduais da ANATEL ou as Diretorias Estaduais da LABRE.

1.2 O que é packet radio?

Packet radio é um modo de comunicação digital no radioamadorismo. Ele manipula uma sucessão de dados digitais, empacota-os e envia-os via rádio para outra estação de radioamador. Packet radio, ou rádio-pacote é assim chamado porque envia os dados em pequenos frames ou pacotes.

1.3 O que eu posso fazer em packet radio?

Contatos teclado-a-teclado:
Como qualquer outro modo de comunicação digital, o packet radio pode ser usado para falar diretamente com outras estações. Nas áreas onde existem as redes de packet (nodes, digipeaters, gateways, PBBS) estes contatos podem alcançar todo o globo terrestre.

Operação de um PBBS:
Onde existir um Packet Bulletin Board System (PBBS) ligado na rede de packet local. Os radioamadores podem acessar esses PBBS e ler mensagens e boletins que foram enviados por outros usuários sobre assuntos variados. Os PBBS fazem parte da rede de packet, permitindo que as mensagens enviadas alcancem os usuários locais. As mensagens pessoais podem também ser enviadas para outros radioamadores locais ou de outros PBBS. Os últimos boletins da AMSAT, ARRL, DX, dados keplenianos, de propagação, etc, ficam armazenados e disponíveis aos usuários. Vários PBBS colocam à disposição um diretório contendo arquivos-texto ou binários com informações e programas de interesse dos radioamadores.

DX Packet Cluster:
Recentemente foi desenvolvido uma nova aplicação do packet radio para DX spotting. O radioamador em HF, conecta um DX Packet Cluster para ter acesso às últimas noticias de DX. Freqüentemente um usuário anunciará (spot) as “figurinhas” de DX e distribuirá a informação em tempo real.

Transferencia de Arquivos:
Vários softwares para packet oferecem protocolos especializados na transferencia de arquivos binários. Nos gateways os protocolos comumente usados são o TCP/IP e o YAPP.

Comunicações via Satélite:
Vários satélites para radioamadores contém sistemas de microcomputadores que podem fornecer informações especiais para os seus usuários. Vários satélites usam câmeras CCD a bordo e você pode fazer download de imagens da terra e das estrelas. Outros possuem mailbox que permitem a rápida transferência de mensagens para pontos distantes do planeta. Vários satélites usam o protocolo AX25, outros usam protocolos especiais, desenvolvidos para comunicação via satélite. Alguns usam packet em AX25 com transmissores de FM, mas muitos usam transmissão em SSB.

1.4 Porquê packet e não os outros modos digitais?

O packet tem três grandes vantagens sobre os outros modos digitais: transparência, correção de erro e controle automático. Além disso, ultimamente tem sido desenvolvidos novos TNCs que permitem alcançar grandes velocidades de transmissão de dados.

A operação de uma estação de packet é transparente para o usuário final: Ele conecta com a outra estação, digita sua mensagem. O TNC (Terminal Node Controller) automaticamente divide a mensagem em pacotes, aciona o transceptor e os envia automaticamente. A estação receptora recebe os pacotes, o TNC automaticamente decodifica, verifica se existe erro e mostra a mensagem recebida. Além disso, qualquer TNC de packet pode ser usado com uma estação repetidora, comumente chamada de digipeater. Isto permite que o alcance de uma estação de packet seja ampliado consideravelmente.

O rádio-pacote proporciona comunicações isentas de erro, isto devido ao seu esquema de detecção de erro automático. Se um pacote recebido contém erros, automaticamente o TNC solicitará que seja transmitido novamente até que esteja correto, só assim ele será mostrado na tela.

Em VHF/UHF os operadores de packet podem operar no modo de controle automático. Isto significa que você pode deixar sua estação de packet funcionando 24 horas. Os outros usuários podem conectá-la a qualquer momento para verificar se você está presente. Vários TNCs têm um PBBS pessoal (comumente chamado de mailbox) assim, outros radioamadores podem deixar mensagens, mesmo que você não esteja presente.

Outra grande vantagem do rádio pacote sobre os outros modos digitais, é a possibilidade de vários operadores usarem simultâneamente a mesma freqüência.
1.5 Que equipamentos compõem uma estação de packet?

TNC (Terminal Node Controller)
Um TNC contém um modem para decodificar os sinais de áudio (analógicos) e transformá-los em sinais digitais (binários). No sentido inverso, converte os sinais digitais em texto que será enviado via porta RS-232 do computador. A CPU também controla o protocolo da estação de packet. Quando você envia dados, ele acrescenta ao texto o controle de erro (CRC) e empacota-o para ser enviado. Quando você recebe os dados, ele desempacota-os e envia a mensagem para o computador.

Vários TNC’s usam 1200 bauds para transmissão local em VHF/UHF e 300 bauds para longa distância nas comunicações em HF. Para transmissão em VHF/UHF, existem modens de alta velocidade, mas normalmente são difíceis de configurar.

Computador ou Terminal
Esta é a interface do usuário. Pode ser usado um computador rodando um programa terminal ou um terminal comum. Para computadores, qualquer programa de comunicação para modem pode ser adaptado para rádio-pacote, mas normalmente são usados programas desenvolvidos especificamente para esta finalidade.

Transceptor
Para utilizar rádio-pacote em VHF/UHF, normalmente são usados transceptores de FM de faixa estreita. Para HF, os dados em 300 bauds, são transmitidos via modulação em SSB. Em rádio-pacote em alta velocidade ou mesmo acima de 1200 bauds, devem ser usados transceptores especiais ou modificados.

1.6 O que significa todos usarem o mesmo canal?

O rádio-pacote usa um protocolo chamado AX25, que especifica o acesso ao canal a ser controlado pelo CSMA (Carrier Sense Multiple Access). Quando você está transmitindo, o TNC monitora o canal para ver se alguém está ocupado com outra transmissão, se estiver livre, então o transceptor é acionado e o TNC envia o pacote contendo os dados. Todas as outras estações escutam o pacote e não iniciam a transmissão até que esteja concluído. Acidentalmente duas estações podem transmitir ao mesmo tempo. Isto é chamado “colisão”. Se uma colisão ocorre, nenhum dos dois TNC receberão de volta a confirmação do último pacote enviado. Cada TNC esperará durante um espaço de tempo, e então retransmitirá o pacote..

Atualmente, um projeto mais elaborado é usado para determinar quando o TNC transmite. Veja “AX25 Especificações do Protocolo” para maiores informações.
1.7 O que é AX25 ?

AX25 (Amateur X.25) é o protocolo de comunicação usado em rádio-pacote. Um protocolo é uma padronização da forma como dois computadores se comunicam entre si em uma rede. O protocolo AX25 foi desenvolvido no ano de 1970 e baseou-se no protocolo X.25 já existente. Em face das diferenças do meio empregado para transmissão (rádio versus fios) e do esquema de endereçamento, o protocolo X.25 foi modificado para atender as necessidades dos radioamadores. Foi incluído um campo digipeater para permitir que outras estações retransmitam automaticamente os pacotes, ampliando assim o alcance de transmissão. Uma vantagem do protocolo AX25 é que cada pacote enviado contém os indicativo das estações transmissora e receptora, proporcionando assim a identificação de ambas estações a cada transmissão.

1.8 Definições: Termos comumente usados em Rádio-Pacote

HDLC : (High-Level Data Link Control) Um padrão para o controle de links em alto nível. (ISO 3309)

AX.25 : Protocolo X.25 para radioamadores. A base do sistema de rádio-pacote. Veja o item 1.7.

TAPR : Tucson Amateur Packet Radio. Foi o primeiro grupo de radioamadores a criar um TNC de rádio-pacote usando o protocolo AX25. O TNC do TAPR tornou-se padrão. O TAPR continua desenvolvendo equipamentos rádio para rádio-pacote.

DIGIPEATER: Uma estação de rádio-pacote usada como repetidora de sinais. Veja o item 3.3.1 para maiores informações. DIGI: Abreviatura para a palavra digipeater

NET/ROM : Um programa para as redes de rádio-pacote. Veja o item 3.3.3 para maiores informações.

TCP/IP : Transmission Control Protocol/Internet Protocol. Um conjunto de protocolos usados na rede mundial de computadores. Veja o item 3.2 para maiores informações.

KA9Q NOS : (KA9Q Network Operating System) Um programa TCP/IP desenvolvido por Phil Karn, KA9Q. Atualmente foram desenvolvidas novas versões para diferentes Sistemas Operacionais. Veja o item 3.2 para maiores informações.

NODE : Um nó da rede. Freqüentemente um node de uma rede “roda” NET/ROM.

KA-Node : Um programa de rede simples, desenvolvido pela Kantronics. Veja o item 3.3.2 para maiores informações.

CSMA : Carrier Sense Multiple Access. Um sistema que permite que várias estações usem a mesma freqüência simultâneamente para comunicações em rádio-pacote.

TNC : Terminal Node Controller. Veja o item 1.5 para maiores informações.

AMPR : Abreviatura de Amateur Packet Radio.

44 net : The class A network designator for TCP/IP amateur packet radio. All numerical TCP/IP addresses are in the format of 44.xxx.xxx.xxx .

ampr.org : O domínio de alto nível reconhecido na Internet para os radioamadores em rádio-pacote TCP/IP.

RS-232 : (RS-323C) Um padrão para a interconexão de periféricos seriais para pequenos sistemas de computadores. Em rádio-pacote, RS-232 é a interface comumente usada entre TNCs e computador. Protocolo padrão do terminal usado para comunicação entre dois sistemas diferentes de computadores.

CRC : Cyclical Redundancy Code. O programa de detecção de erros incluído em cada pacote. Verifica se o pacote recebido está isento de erro.

KISS : Keep It Simple Stupid. Uma simples interface desenvolvida para comunicação entre TNCs e computadores. Normalmente o pacote é processado pelo TNC antes de ser enviado para o computador. Neste modo este processamento não existe. O sinal é enviado diretamente para o computador.

FCC : Federal Communications Commission. Regula e distribui licenças de radioamador nos Estados Unidos.

FM : Frequency Modulation. Tipo de modulação usado nos transceptores de VHF/UHF, onde a modulação é feita em freqüência.

SSB : Single Side Band. Tipo de modulação usada nos transceptores de HF e nos satélites de comunicação em rádio-pacote, onde a modulação é feita em faixa lateral única.

AFSK : Audio Frequency Shift Keying. Um método de representar a informação digital usando duas freqüências de áudio diferentes como portadora.

FSK : Frequency Shift Keying. Um método de representar a informação digital, chaveando duas freqüências de rádio diferentes para representar 1 e 0.

LAN : Local Area Network. Uma rede de rádio-pacote desenvolvida para comunicação em uma cidade ou região. Often, the LAN uses separate frequencies from inter-city packet links.

O que fazer e o que não fazer. Regras e regulamentos.

NOTA: A legislação brasileira que rege o radioamadorismo, está sendo atualizada para se ajustar ao advento das transmissões digitais. As normas aplicáveis para os outros modos de transmissões, em princípio, são aplicáveis também para este caso. O uso do packet no radioamadorismo é proibido para fazer comércio, transmitir imagens ou mensagens de conteúdo político, religioso, racial ou imoral.

Existem filtros que são colocados nos PBBS, nas listas de discussão e nos correios eletrônicos que são monitorados e controlados pelos SYSOP (Operador do sistema), podendo excluir da rede o infrator.

Um outro problema que apareceu com o advento dos gateways com a Internet, é o uso da AmprNet por usuários da Internet que não são radioamadores. Da mesma forma como foi dito acima, os coordenadores colocam filtros para impedir este tipo de invasão, bem como dos hackers.

2.0 Recursos disponíveis na Internet para o rádio-pacote.

Este item resume os recursos disponíveis na Internet para os operadores de rádio-pacote.

2.1 Quais Newsgroups/listas de discussão estão disponíveis?

Transcrevemos abaixo a lista de todos os grupos que regularmente discutem rádio-pacote dentro do radioamadorismo. Para participar dos newsgroups, acrescente o endereço no seu programa News. Para as listas de discussão, envie uma solicitação via e-mail, para o “listserv” solicitando sua inscrição. Na primeira linha da mensagens escreva SUBSCRIBE <seu e-mail>. Algumas listas têm modos diferentes de fazer a inscrição. É de todo recomendável enviar um e-mail solicitando informações para a lista, antes da inscrição. Isto evita perda de tempo e mal-entendidos.

INTERNACIONAIS:

rec.radio.amateur.packet (Newsgroup):
General discussions involving Packet Radio.

rec.radio.amateur.misc (Newsgroup):
General amateur radio discussion. Usually does not contain
any particular information about Amateur Packet Radio.

rec.radio.amateur.policy (Newsgroup):
Discussion of regulation policies regarding every aspect of
amateur radio. Occasionally deals with polices of packet
coordination and legal issues of packet radio.

rec.radio.swap (Newsgroup):
General For-Sale for any radio equipment. Occasionally will
have packet equipment for sale. Recommended location for
any amateur packet radio for-sale items.

info-hams@ucsd.edu (Listserv group):
A digest redistribution of the rec.radio.amateur.misc Usenet
discussion.

packet-radio@ucsd.edu (Listserv group):
A digest redistribution of the rec.radio.amateur.packet
Usenet discussion.

ham-policy@ucsd.edu (Listserv group):
A digest redistribution of the rec.radio.amateur.policy
Usenet discussion

hs-modem@wb3ffv.ampr.org (Mailing list):
Discussion of high speed modems and radios available and
future plans. Also includes discussion of networking using
high speed modems.

tcp-group@ucsd.edu (Mailing list):
Grupo de discussão sobre o desenvolvimento de TCP/IP sobre
rádio-pacote e uso de programas NOS TCP/IP..

gateways@uhm.ampr.org (mailing list):
Discussão dos gateways atuais, bem como de futuros planos
para implantação de gateways.

Para todas as lista em ucsd.edu, arquivos podem ser encontrados via FTP anônimo em ucsd.edu. Vários grupos de listas também têm arquivos. Para obter maiores informações, envie o comando “help” para estas listas.
Digest mailings for the ucsd.edu discussions are also available.

Send mail to listserv@ucsd.edu na primeira linha escreva
‘longindex’ para maiores informações.

NACIONAIS

Home pages e listas de discussão nacionais onde poderá ser encontrada informação sobre rádio-pacote.

Associação Paulista de Packet Radio
http://200.231.247.251/

Associação dos Radioamadores do Paraná
http://arpa.ampr.org/

Nestas páginas estão disponíveis varios arquivos para FTP anônimo.

PR7AW-BBS
http://www.openline.com.br/~py7aw/

PACKET-BR
Lista dedicada a discussão dos assuntos relativos a transmissões digitais. Para se inscrever enviar e-mail para packet-br@furb.rct-sc.br solicitando informação.

AMPRNET-BR
Para se inscrever enviar e-mail para ampr@hipernet.ufsc.br, solicitando informações.

2.2 Quais os sites que estão disponíveis com programas e informações sobre rádio-pacote para FTP anônimo?

Esta é uma amostra dos sites FTP que contém arquivos relativos ao rádio-pacote para radioamadores.. Consulte o servidor de arquivos Archie para obter a informação onde localizar determinado arquivo. Informação da forma como usar o Archie pode ser obtida enviando um e-mail para archie@cs.mcgill.edu contento no texto uma linha com a palavra HELP.

ucsd.edu
Site principal de distribuição dos pacotes TCP/IP derivados do KA9Q.
Também informações gerais sobre rádio-pacote.

wsmr-simtel20.army.mil
Grande coleção de software para radio amador.

wuarchive.wustl.edu
Mirror site de arquivos Simtel20. Estrutura de diretório Unix. – Mais fácil de
usar do que o arquivo Sintel20.

ftp.cs.buffalo.edu
Site suplemental de arquivos para informações para radioamadores.
Contém cópias de todas as FAQ’s recebidas de radioamadores.

tomcat.gsfc.nasa.gov
Packet software incluindo, Baycomm, Rose, G8BPQ, NOS, etc.

2.3 Existe algum gateway para mail ou news entre a Internet e a AmprNet?

Internet / Packet Radio BBS Gateway

Jim Durham, W2XO, mantém um gateway entre a Internet e um sistema de PBBS.

Para enviar mensagens da Internet para a AmprNet::

1. Endereçe para: “bbs@w2xo.pgh.pa.us”
2. Na primeira linha do texto envie o seguinte comando do PBBS: “send”
SP TOCALL @ BBSCALL.ROUTING-HINTS < FROMCALL
3. A linha “subject” da mensagem da Internet torna-se o título da
mensagem em packet.

NOTE: Por causa da legislação que rege o radioamadorismo, cada mensagem enviada desta maneira pode ser filtrada pelo sistema para evitar sanções ao Sysop. As mensagens devem ter pequeno tamanho e o conteúdo se ater ao que determina a legislação. Leia o item 1.9 (O que fazer e o que não fazer. Regras e Regulamento) Sempre inclua a referência da rota com o indicativo do BBS..

Para enviar mensagens da AmprNet para a Internet:

1. O radioamador deve ter seu indicativo registrado na lista de alias no gateway. Se você deseja enviar uma mensagem da AmprNet para a Internet envie a mensagem para:
‘py7aw@openline.com.br’ (Internet) ou ‘PR7AW@PR7AW.#PB.BRA.SOAM’ (PBBS) com o indicativo dele e o endereço na Internet.
2. Uma vez efetuado o item acima, a mensagem do PBBS deve ser enviado para ‘PR7AW@PR7AW.#PB.BRA.SOAM’. A mensagem será automática enviada para o endereço da internet do radioamador com o indicativo “PR7AW”.

NOTA: Os procedimentos acima mencionados, só serão possível se o radioamador estiver conectado à AmprNet. .
3.0 Rede e protocolos especiais.

Este é um exemplo de várias disposições das diversas redes disponíveis hoje. Certamente existe um número muito maior de configurações de redes do que as listadas aqui. Para se aprofundar mais sobre o assunto, procure literatura especializada ou consulte experts sobre o assunto.

3.1 Existe outro protocolo em uso além do AX.25?

O AX.25 é considerado o protocolo padrão das redes de transmissão digital usadas no radioamadorismo e é reconhecida por vários países. O protocolo TCP/IP é usado amplamente na rede mundial Internet, proporcionando uma padronização entre os diversos sistemas e computadores que fazem parte da rede.

Frequentemente, protocolos de rádio-pacote especiais são encapsulados dentro dos pacotes do AX25. Isto é feito para assegurar a concordância com a regulamentação aplicada às transmissões de rádio-pacote na forma do AX25.

3.2 O que é TCP/IP?

TCP/IP é a abreviatura de Transmission Control Protocol/Internet Protocol. É usado normalmente na rede mundial Internet. Ele abriga várias facilidades de transmissão de dados como: FTP (File Transfer Protocol), SMTP (Simple Mail Transport Protocol), Telnet (Remote terminal protocol), and NNTP (Net News Transfer Protocol)

O programa KA9Q NOS (antigamente chamado NET) é a versão do TCP/IP mais usada nas redes de rádio-pacote. Ele foi originalmente escrito para os computadores compatíveis com o IBM-PC. Entretanto, o NOS tem sido adaptado para outros tipos de computadores, como Amiga, Macintosh, Unix, e outros. Pequenos computadores como o Commodore 64 e o Timex-Sinclair não dispões de de versões do NOS disponíveis.

3,3 Estrutura da AmprNet

Com o atrativo das redes TCP/IP Internet, Phil Karn, ingles, com indicativo KA9Q, desenvolveu um software que implementa o protocolo TCP/IP sobre o protocolo AX25, ou seja, dentro da rede AX25 de amadores, tem-se o TCP/IP sendo “encapsulado” nos frames AX25, possibilitando ter os recursos do TCP/IP a nivel de usuarios radio
O caminho inverso tambem acontece, pacotes AX25 podem ser “encapsulados” em frames IP. Nesse momento, nascem os gateways internet de amadores, que hoje configuram-se milhares espalhados pelo mundo todo, interligando redes amprnet atraves da Internet, vencendo a barreira da distancia e da velocidade imposta pelo links radio a longa distancia.
O software KA9Q foi batizado como NOS (Network Operating System) e distribuido gratuitamente na Internet. Desenvolvido para plataforma MS-DOS, seu uso e popularidade cresceu tanto que outras pessoas assumiram sua manutencao e evolucao, dando origem aos seus sucessores, WNOS, JNOS, TNOS, havendo suporte para AX25 ate’ mesmo em plataformas Linux e Sun-OS.

Os gateways *NOS (* denomina qualquer variacao do NOS) sao plugados numa rede local conectada a Internet, de forma a ser configurado como uma estacao dessa rede, com numero IP valido, dominio valido, e acesso completo a Internet. Nesse mesmo gateway, conecta-se uma estacao de radio (radio+antena) e um modem (especifico para o AX25) para ser a porta de entrada/saida para a “nuvem” AX25 (amprnet), com frequencia de radio e velocidades de acesso pre-definidos, configurando-se como um elo de ligacao entre a rede de pacotes de amadores e a Internet.
Dentro das classes de IPs reservados na Internet, tem-se uma classe a reservada para os radioamadores a nivel mundial, que e a classe 44/8 (conhecida como Net-44). Essa classe e’ usada exclusivamente por radioamadores e e’ destinada a estacoes radio da amprnet, ou seja, ela nao e’ “roteavel” na Internet, e sim usada apenas nas “nuvens” AX25.
Os gateways de amadores “espetados” na Internet enxergam, de um lado a Internet global com IPs validos, e, do outro, a amprnet com IPs da Net-44 sobre AX25. Os gateways conectam entre si, atraves da Internet, pelo recurso do “encapsulamento” de pacotes, de forma a ligar uma certa subrede da Net-44 a outras que estao fisicamente isoladas. A priori, cada gateway conhece os demais existentes no mundo atraves de um arquivo local que possui todas as rotas encapsuladas de todos os gateways (entenda-se rota encapsulada o IP valido na Internet associado ao IP da Net-44 a que o referido gateway representa).
Para a internet global, existe um unico ponto de entrada na Net-44 que esta’ na Universidade da California (UCSD.EDU). Desta forma, todo o roteamento de dentro da Internet para a Net-44 e’ direcionado para la’, onde existe um gateway com “conhecimento” de todas as subredes da Net-44, fazendo dai; o redirecionamento do pacote atraves do encapsulamento. Isto quer dizer que qualquer pacote originado dentro da Internet e’roteado ate’ a ucsd.edu e depois entra no encapsulamento atingindo seu destino.

3.4 Configurações de redes

O que são esses dispositivos de configuração de redes?

Na fase inicial do rádio-pacote, tornou-se evidente que uma rede de packet seria necessária. Com esta finalidade as seguintes configurações de rede de packet foram criadas.

Digipeaters

O primeiro dispositivo usado nas redes de packet foi o digipeater. Seu funcionamento resume-se em retransmitir os pacotes endereçados via digipeater para a estação de destino, com isto, o alcance da rede é ampliado significativamente.

Este sistema funciona bem nos locais onde o número de usuário da rede é pequeno. Entretando como o packet tornou-se muito popular, breve os digipeaters foram saturados com o tráfego. Também, se um pacote perdeu um dos digipeaters, a estação de origem repetia o pacote novamente, forçando cada digipeater a transmitir novamente causando mais congestionamento.
.

KA-Nodes

A Kantronics aperfeiçoou o digipeater e criou o KA-Node. Da mesma forma que os digipeaters, o KA-Node simplesmente repete os pacotes AX25. Entretanto, um KA-Node reconhece cada transmissão e cada link ao invés do roteamento inteiro. Desta forma, ao invés da confirmação origem-destino, o KA-Node permite conexões mais confiáveis, isto porque a confirmação é somente enviada em um link. Desta forma, os KA-Nodes são mais confiáveis do que os digipeaters, mas não são uma rede perfeita.

NET/ROM

NET/ROM foi uma das primeiras tentativas para tentar endereçar os problemas existentes com digipeaters. Um usuário conecta uma NET/ROM como se estivesse conectando com outra estação de packet. A partir daí, ele pode enviar os comandos NET/ROM para instruí-la para conectar outro usuário local ou outro NET/ROM. Ao conectar uma estação local, significa que a transmissão não necessita ser repetida por toda a rede, havendo o risco de perder-se. Esta conexão local certamente será mais confiável.

A NET/ROM não usa todo o protocolo AX25. Em seu lugar usa um pacote AX25 especial chamado Unnumbered Information (UI) que é colocado sobre o AX25. Mais uma vez isto é usado para incrementar a eficiência das transmissões.

NET/ROM é um programa firmware comercial (software colocado em um chip) que é usado em reposição à ROM dos TNC’s tipo TAPR. Outros programas também podem ser usados para emular uma NET/ROM. Entre eles estão o TheNet, G8BPQ node switch, MSYS, e várias versões de NET.

Os nodes NET/RO, em intervalos regulares, transmite para outros nodes sua lista atual de nodes conhecidos. Isto é bom porque, ao ser acrescido um novo node na rede, ele é automaticamente integrado, mas se as condições da faixa at regular intervals, transmit to other nodes their current list of known nodes. This is good because as new nodes come on-line, they are automatically integrated in the network, but if band conditions such as ducting occur, often unreachable nodes are entered into node lists. This causes the NET/ROM routing software to choose routes to distant nodes that are impossible. This problem requires users to develop a route to a distant node manually defining each hop instead of using the automatic routing feature.

ROSE

Rose é outro protocolo da rede derivado do X.25. O node ROSE tem uma lista estática dos nodes que ele pode alcançar. Para um usuário usar a rede de node ROSE, ele envia um comando de conexão com o indicativo da estação de destino e no campo digipeater coloca os indicativos do node ROSE local e do node ROSE distante que a estação de destino pode escutar.

A tabela de roteamento dos nodes ROSE tem a certeza que o caminho do pacote não usará links tais como NET/ROM. Os usuários dos nodes ROSE, não podem modificar as tabelas de roteamento. O Sysop pode fazê-lo manualmente, assim as redes ROSE necessitam de muito tempo para manutenção.

3.5 Transferencia de mensagens via BBS.

Vários dos programas BBS usados em rádio-pacote, permitem o envio de mensagens e boletins através da rede de rádio-pacote. As BBS’s um protocolo especial para troca de mensagens (forward) desenvolvido originalmente por Hans Oredsen-W0RLI.

Além das BBS’s, vários fabricantes de TNC desenvolveram os Personal Mail Box que permitem o envio de mensagens diretamente para o TNC do radioamador. Isto permite ao operador receber pacotes à noite envitando o congestionamento das redes nas horas de “rush”.

Ultimamente foi desenvolvido o programa Picture Packet que trabalha a 9600 bauds e permite que imagens e sons sejam transmitido e decodificados em tempo real, nos formatos MP3 ________

A AmprNet Brasileira

A AmprNet brasileira teve início no Estado de Santa Catarina, sendo seguido pelos Estados do Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul e a partir daí se expandiu por vários Estados Brasileiros. Aqui no nordeste, o único Estado que faz parte da AmprNet é o Ceará.

Diversos fatores contribuem para que o desenvolvimento desta nova tecnologia dentro do radioamadorismo ande em passos tão lentos. Entre eles podemos citar: Falta de literatura técnica na língua portuguesa. As poucas informações disponíveis, foram viabilizadas por radioamadores abnegados que procuram popularizá-las em nosso meio, através de trabalhos isolados; os grupos e associações de radioamadores, com raras exceções, se dedicam a pesquisar e transferir estes conhecimentos e por fim a ilusão de que é uma tecnologia de difícil assimilação, o que na prática, afasta os colegas.

Apesar de todas estas dificuldades, a situação atual da AmprNet é a seguinte:

5.0 A AmprNet - PB. Perpectivas.

As grandes redes de rádio-pacote mundiais, tendem a crescer e a cada dia novas tecnologias são acrescentadas: Satélites dedicados, novos modens com velocidades altíssimas (53K), transceptores mais modernos, etc.

Diante deste quadro, torna-se urgente a implantação da AmprNet na Paraíba. Será o instrumento de aprendizado e acompanhamento da evolução desta nova tecnologia que se apresenta como a mais poderosa ferramenta à disposição do radioamadorismo. Alguns passos nesse sentido já foram dados. Criação de uma Home Page dedicada exclusivamente a transmissões digitais; edição do Jornal “O GATEWAY”, distribuído em três versões (www, e-mail e impresso); palestra, visando popularizar o assunto e despertar o interesse dos colegas para as transmissões digitais de dados no radioamadorismo. A nível nacional, temos a coordenação da AmprNet pela Associação de Radioamadores do Paraná, a Associação Paulista de Packet Radio além das listas de discussão na Internet (AMPRNET-BR, PACKET-BR).

O próximo passo será a criação de uma comissão que ficará encarregada dos primeiros contatos com a RNP (Rede Nacional de Pesquisa) instalada na UFPB, a fim de instalarmos os gateways para a Internet e ao mesmo tempo reunir os equipamentos necessários para a implantação inicial da rede (transceptores, microcomputadores, TNCs, fontes, antenas, etc).

RTTY_______


RTTY (Radio Teletype) ou rádio-teletipo, é um modo de transmissão digital, via rádio. A exemplo da transmissão em telegrafia, o RTTY usa um código para gerar os números, letras e alguns caracteres. Este código é composto de sete dígitos e é conhecido internacionalmente como Código Baudot ou Murray. Destes sete dígitos, cinco são utilizados para gerar os dados de informação e os outros dois para controle de tráfego.


1. Características principais:

Velocidade de transmissão……….. Lenta
Código utilizado……………………….. Código Baudot
Combinação de caracteres………… Limitado
Recepção dos sinais…………………. Sensível a interferência
Recepção de arquivos………………. Pouco confiável (*)

(*) Não existe correção automática de erro.

2. Velocidade de transmissão
A velocidade normalmente usada pelos radioamadores é de 45,5 bauds, o que eqüivale a 60 ppm (palavras por minuto). Nas transmissões comerciais, são utilizadas outras velocidades, podendo chegar a 300 bauds.

3. Código utilizado
O código utilizado para transmissão de RTTY é o International Telegraph Alphabet Number 2 (ITA 2), também conhecido como Código Baudot ou Código Murray. Este código é composto de um bit de partida (Start Bit), cinco bits que ao se combinarem formam o código Baudot e um bit de parada (Stop Bit).
Como todo sinal binário, ele possui dois estados: alto e baixo. Na linguagem de RTTY estes estados são conhecidos como MARCA (com sinal) e ESPAÇO (sem sinal ). Eles são formados por duas freqüências, que podem ser de áudio ou RF, com uma diferença entre si (no caso dos radioamadores) de 170 Hz. Esta diferença de freqüências é chamada SHIFT, ou desvio. Nas transmissões comerciais são usados outros valores de SHIT (425 e 850Hz). Quando utilizamos freqüências de RF para gerar os sinais de RTTY, o método usado é o FSK (Frequency Shit Keying), e quando usamos freqüências de áudio, AFSK. Neste caso, estas freqüências são geradas pelo próprio TNC, as quais são injetadas na entrada de microfone.

Nas freqüências de radioamadores, os valores mais utilizados são os seguintes:

TIPO MARCA ESPAÇO SHIFT
AFSK 2.125 Hz 2.295 Hz 170 Hz
FSK 1.275 Hz 1.445 Hz 170 Hz

Adotou-se como padrão mundial no radioamadorismo, o emprego do AFSK e do uso do transceptor em LSB nas faixas de HF para transmissão de sinais digitais, embora no passado, o uso do AFSK estivesse restrito às faixas de VHF.
4. Combinação de caracteres
Como o Código Baudot é composto de apenas cinco dígitos, este número limita a combinação até um limite de 32 caracteres. Isto, obviamente não proporciona combinações suficientes para todas as 26 letras do alfabeto mais os números e os sinais de pontuação. Para contornar este problema, dois comandos especiais estão reservados: LETTERS SHIFT e FIGURES SHIFT. Com estes dois comandos o número de combinações é ampliado para 64 caracteres.
Na prática, quando você inicia uma transmissão em RTTY, o sistema se posiciona automaticamente em LETTERS SHIFT, permitindo desta foram que as letras do alfabeto sejam transmitidas. Quando você digita números ou sinais de pontuação, o terminal automaticamente insere o comando especial FIGURES SHIFT, permitindo assim a transmissão desses caracteres.
Um outro problema é a falta de confiabilidade na transmissão de textos. Como o controle de envio dos caracteres é definido pelos dígitos Start/Stop bits, a estação que envia os dados não tem um controle efetivo se o caractere foi recebido na estação de destino corretamente. Qualquer ruído ou interferência que ocasione a reversão da polaridade do sinal, resulta na perda de dados.

ASCII

Abreviatura de American Standard Code for Interchange Information, é um modo de transmissão digital que usa um código de 8 bits. Este número de bits torna desnecessário o uso do artifício empregado em RTTY para gerar todos os caracteres, números, etc.

1. Características principais:

Velocidade de transmissão……….. Maior velocidade de transmissão.
Código utilizado……………………….. Código ASCII Internacional. (8 bits)
Combinação de caracteres………… Maior número de combinações.
Recepção dos sinais…………………. Sensível a interferência
Recepção de arquivos………………. Pouco confiável (*)

(*) Não existe correção automática de erro.

2. Código utilizado
O código utilizado na transmissão em ASCII, leva o seu próprio nome. Entretanto, este modo de transmissão digital de dados, na realidade, é uma transmissão de rádio-teletipo, com algumas características próprias. Senão vejamos:
O código ASCII, utilizado internacionalmente para a transferência de dados, foi empregado com vantagem nas transmissões de rádio-teletipo pois permite 256 combinações, proporcionando a possibilidade de transmitir todos os caracteres do alfabeto, os números, os sinais de pontuação e os caracteres de controle dos comunicados. Como em RTTY, o chaveamento das freqüências para gerar o código ASCII, tanto pode ser feito em FSK, como em AFSK.

3. Velocidade de transmissão
A velocidade de transmissão em ASCII, normalmente usada pelos radioamadores é de 110 bauds e o desvio (SHIFT), a exemplo do RTTY é de 170Hz.

4. Limitações e desvantagens
Apesar da transferência de dados ser efetuada numa velocidade maior, o mesmo problema existente na recepção em RTTY, também estão presentes nesta modalidade, isto é: os sinais transmitidos podem não ser decodificados corretamente na estação de destino, pois não existe um controle efetivo neste sentido.

AMTOR__________________________________

Amateur Teleprint Over Radio. Esta modalidade de transmissão foi desenvolvida para evitar os problemas existentes nas modalidades RTTY/ASCII. O conceito básico do AMTOR é assegurar que um erro na recepção do sinal transmitido não será impresso ou mostrado na tela. Isto é conseguido, transmitindo-se junto com os dados os caracteres extras de controle. Neste sistema, uma transmissão em AMTOR é composto de sete bits de dados ao invés de cinco. Quatro bits são de polaridade H (alta e o restante de polaridade L (baixa). Existem 35 combinações possíveis de sete bits e 32 delas são traduzidas para os caracteres standards do código Baudot (RTTY). As três combinações restantes são usadas como sinais de controle especiais. Qualquer sinal recebido na estação receptora que não esteja dentro da relação 4H/3L será recebido como erro.
AMTOR é composto de três diferentes modos:
A -ARQ (Automatic Request)
B – FEC ( Forward Error Correction
L (Listen)

O modo ARQ, também conhecido como modo A é usado para comunicação entre duas estações específicas, linkadas por um sistema especial chamado SELCAL (Select Call). O SELCAL é uma espécie de senha, composta de 4 caracteres, normalmente quatro letras do indicativo do próprio operador. No SELCAL só é permitido o uso de letras do alfabeto, não sendo aceito números ou sinais de pontuação. No modo ARQ, após a recepção de um erro, a estação receptora (IRS – Information Receiving Station) automaticamente solicita da estação transmissora (ISS – Information Sending Station) para repetir os últimos caracteres transmitidos, até que sejam recebidos corretamente. Neste modo, a comunicação só é permitida entre as duas estações que estão linkadas pelo SELCAL.

O modo FEC é usado para ser ouvido por um grande número de estações. Pode ser usado para a transmissão de mensagens, boletins, ou fazer um chamado geral (CQ). No modo FEC, caracteres de sete bits são transmitidos duas vezes. A estação receptora, por sua vez, seleciona qual dos dois caracteres tem a relação 4H/3L e assim imprimirá o caracter correto. Este modo do AMTOR é considerado uma combinação mais confiável do que a transmissão convencional de RTTY, porém ainda sujeita a erros, pois nela não existe a correção automática de sinal (CRC). A estação oficial da ARRL (W1AW) usa este modo para a transmissão de seus boletins.

O modo L é usado para podermos escutar o comunicado entre duas estações que estejam linkadas e transmitindo entre elas no modo ARQ. Como, obviamente, a estação que está escutando não está linkada, consequentemente não receberá o sinal de controle e assim, certamente, poderá perder parte das mensagens transmitidas entre as duas estações.
Construção da informação em AMTOR.

Um caracter consiste de sete data-bits. Quatro bits são em estado-alto (H) e três em estado-baixo (L). A transmissão é feita em blocos de 3 caracteres. Cada bloco é transmitido pela estação ISS em 210ms, em seguida escuta durante 240ms uma resposta da estação IRS e então transmite mais 3 caracteres. A estação ISS guarda na memória os três últimos caracteres transmitidos até receber o acknowlegment “recebido” da estação IRS. Ao receber a confirmação, a estação ISS passa a transmitir os próximos três caracteres. Quando qualquer sinal é recebido com uma relação que não seja 4H/3L, a estação receptora (IRS) automaticamente solicitará da estação transmissora (ISS) que repita o sinal enviado. São necessários 70 milisegundos para a transmissão de um caracter de sete bits a uma velocidade de 100 bauds.

Exemplo da construção de um sinal em AMTOR.

Um bloco é composto de um grupo de 3 caracteres de sete bits (210 milisegundos) transmitido em série. Após a transmissão de um bloco, o transceptor retorna para recepção por 240 milisegundos, para receber o sinal de controle de sete bits da estação receptora com a qual estiver linkado. O sinal de controle é que determinará o próximo grupo de 3 caracteres a ser transmitido. No caso de ser detectado um erro, o mesmo bloco será retransmitido até que seja decodificado corretamente. Não existe a possibilidade de ser impresso um erro. A transmissão é feita em blocos consecutivos de 3 caracteres cada.

PACTOR______________________________

O Pactor é a combinação das melhores características do Packet e do Amtor. Ele possui seleção automática da taxa de transferência de dados (baud rate), compressão de dados, otimização do comprimento do pacote, memória para correção automática do sinal recebido e outras características, como a transferência de dados isenta de erros, através do uso de um código de detecção de erro, composto de 2 bytes (CRC, 8 bits para transferência de dados e acima de 8 bytes para identificação, permitindo o uso do indicativo para controle de linkagem.
A transmissão de dados pode ocorrer em 100 ou 200 bauds. O controlador de Pactor determinará automaticamente a velocidade ótima, dependendo das condições de propagação, ruído, fading, da faixa de HF. Se o link não é perfeito durante a transmissão a 200 bauds, o controlador (TNC) automaticamente diminuirá a velocidade para 100 bauds. Se a transferência de dados prossegue normalmente a 100 bauds, o TNC novamente aumentará a velocidade para 200 bauds, e assim sucessivamente.
O Pactor também tem a possibilidade de comprimir os dados, usando a técnica de compressão Huffman. Em 200 bauds, o Pactor normalmente irá transmitir 20 caracteres de dados em cada pacote (frame). Com a técnica de compressão, é possível transmitir acima de 20 caracteres. Em 100 bauds, cada frame normalmente comporta 8 caracteres, mas com a compressão mais caracteres poderão ser transmitidos. A técnica de compressão é aplicada frame a frame. Desta forma um frame pode estar comprimido e outro não. Este processo de compressão é totalmente controlado pelo TNC. Finalmente, nas transmissões em Pactor, os frames repetidos com erro são combinados até formarem um bom frame. Este processo é chamado Memory-ARQ.

CLOVER II________________________________

CLOVER, foi desenvolvido por volta do ano de 1995, nos Estados Unidos. O seu sistema fundamenta-se na correção dos efeitos adversos que a propagação nas faixas de HF impõe aos sinais digitais. São eles, a relação sinal/ruído e o multpath, que provoca o fading seletivo. O principal problema do Packet em HF, a 300 bauds. Sua característica principal é a variação dinâmica da taxa de transferência de dados, que varia de 31,25 bauds por segundo quando a propagação está ruim, até 500 bits por segundo em boas condições de propagação. O CLOVER trabalha a uma velocidade de 31,25 bauds. Apesar de ser uma velocidade menor até mesmo que a utilizada no RTTY, o CLOVER consegue atingir maiores taxas de transferência de dados, utilizando algumas técnicas, como veremos a seguir.
A modulação usada é em PSK com duas, quatro, oito até dezesseis fases distintas para codificar de 1 até 4 bits de informação em cada pulso. Esse sinal é então transmitido num sistema de quatro tons de áudio (a modulação em PSK utiliza somente dois) resultando em uma largura de banda de somente 500 Hz, o que é facilmente recebido, utilizando-se os filtros de CW já existentes nos rádios modernos.
Quando as condições de propagação estão boas, o CLOVER vai mais além e adiciona dois ou quatro níveis de modulação em amplitude, para atingir a maior taxa de transferência de dados possível, sem alterar a velocidade de modulação que é de 31,25 bauds. Com isso ele passa a transmitir 8 ou 16 bits em cada alternância de fase ou de amplitude. Multiplicando-se 16 por 31,25 chegaremos a 500 bits por segundo!
A modulação em PSK pode ser um problema, porque a largura de banda resultante é muito grande. O CLOVER evita isto chaveando os quatro tons com uma forma de pulso cuidadosamente escolhida, chamada função Dolph-Chebychev e alterando as fases do sinal somente nos cruzamentos por zero. O resultado disso é que a energia de um sinal CLOVER de quatro tons está extremamente concentrada dentro de 500 Hz de banda. Com o limite de 60 dB imposto pela quantização no conversor digital-analógico (DAC), as bandas laterais transmitidas pelo sistema CLOVER ficam 50 dB atenuadas fora dos 500 Hz de banda ocupados pelo sinal. Duas transmissões em CLOVER podem ser espaçadas de somente 500 Hz (borda-a-borda) com uma rejeição mútua de 55 dB.
Gráficos do espectro de sinais do CLOVER, PACKET e AMTOR mostram que o CLOVER é muito mais concentrado. Não somente isso, ele é também mais rápido em condições similares nas faixas de HF.
O sistema CLOVER utiliza uma técnica de correção de erros conhecida como “Codificação Reed-Solomon”. Esta técnica transmite uns poucos bits extras e usa uma redundância cuidadosamente codificada nos dados para corrigir os eventuais bits recebidos errados, sem necessitar de retransmissões. Assim sendo, uma codificação Reed-Solomon com uma eficiência projetada de 60% pode corrigir 25 bits errados em um bloco de 255 bits. Por ter essa facilidade de corrigir dados recebidos com erro, o CLOVER está apto a enviar frames mais longos sem perda significativa de dados.
Há 8 modos de modulação básicos no CLOVER que podem ser escolhidos (diferentes números de fases e amplitudes para cada pulso), vezes 4 tamanhos de frames, mais 4 codificações Reed-Solomon diferentes de variadas eficiência e capacidade de correção de erros, para um total de 128 modulações diferentes! Cada uma dessas 128 modulações tem a mesma largura de banda de 500 Hz. O CLOVER controla também a potência de saída do transmissor.

(Estas informações sobre CLOVER, foram obtidas do Packet Status Register, boletim editado pela Tucson Amateur Packet Radio, nr. 46 de Abril/92)

TERMINOLOGIA

ACK – Abreviatura de ACKNOWLEGMENT. Nas transmissões de AMTOR e PACTOR as estações trocam ACK para verificarem se a informação foi recebida sem erro.
AFSK – Abreviatura de Audio Frequency Shift Keying.
AMICON – Abreviatura de Amsat International Computer Network. Rede de packet envolvendo o satélite OSCAR-10 que age como gateway para as estações terrestres.
AMTOR – Abreviatura de Amateur Teleprint Over Radio. Uma modalidade de transmissão digital que emprega uma técnica de correção automática de erro.
ASCII – Abreviatura de American Standard Code for Information Interchange. Um código que consiste de sete bits de informação. Modalidade de transmissão usada no radioamadorismo.
AX25 – Protocolo usado nas transmissões de packet pelos radioamadores.
BAUD – Unidade de velocidade de transmissão de dados digitais.
BAUDOT – Código usado nas transmissões de RTTY, onde cinco bits representa um caracter.
BBS – Abreviatura de Bulletin Board System. Nome genérico dado às estações que utilizam softwares que permitem a troca de mensagens e boletins, upload e download de arquivos, etc. O programa mais famoso é o FBB.
BELL 103 – Modem ou TNC que transmite a 300 bauds, full-duplex, usando 200 Hz de shift, FSK e frequências de tons de 1170 e 2125 Hz.
BELL 202 – Modem ou TNC Standard que transmite a 1200 bauds, marca de 1200 Hz e espaço 2200 Hz, usado em packet nas faixas de VHF-FM
BIT – Abreviatura de Binary Digit. Unidade de medida binária.
BYTE – Grupo de oito bits, capaz de representar um caracter.
CRC – Abreviatura de Cyclic Redundancy Check. Uma operação matemática cujo resultado é enviado junto com um bloco de transmissão. A estação receptora usa o CRC para verificar se os dados foram recebidos integralmente.
DIGIPEATER – Estação usada como repetidora de sinais digitais, permitindo o link entre estações que não se escutam.
DOWNLOAD – Ato de “baixar” arquivos de um BBS ou FTP Server.
FEC – Abreviatura de Forward Error Correction. Uma técnica de controle de erros usada em AMTOR, que permite o controle de vários erros na transmissão de dados.
FLAG – Bytes usados para iniciar e terminar um frame em packet.
FRAME – Bloco de transmissão de dados, usado em packet, consistindo dos seguintes campos: opening flag, address, control, information, frame-check-sequence, ending flag
FSK – Abreviatura de Frequency-Shift Keying.
FTP – Abreviatura de File Transfer Protocol.
GATEWAY – Usado para permitir a transmissão de dados entre frequências diferentes. Ponto de ligação entre a rede de packet e a Internet.

NODE – Estação usada para retransmissão de sinais, agindo de forma inteligente, podendo rotear o sinal entre outras funções.
PACKET-RADIO – Modalidade de transmissão digital que emprega a técnica de transmissão de pequenos frames de dados, contendo endereçamento, controle e checagem de erro em cada transmissão.

PACSAT – Satélites com a capacidade de armazenar e enviar dados em packet.

PROTOCOL – Um conjunto de regras e procedimentos para troca de informações dentro de uma rede.

RTTY – Abreviatura de Radioteletipo.

SSID – Identificador de estação secundária. No protocolo AX25, um oitavo dígito que identifica várias estações operando sob um mesmo prefixo.

TNC – Abreviatura de Terminal Node Controller. Um dispositivo que permite a montagem e desmontagem de um pacote.

Aprs O APRS é um sistema de rádio baseado na informação da posição escrito em principio de 1990 pelo Bob Bruninga (WB4APR), um instrutor na Academia Naval dos EUA em Annapolis, MD. Foi distribuído como shareware. O APRS foi usado para numerosos eventos especiais (incluindo uma alta aplicação nos Jogos Olímpicos de Atlanta no verão de 1996). Foi usado diariamente por milhares de sistemas de estações fixas e móveis e foi responsável pela recuperação de pelo menos um carro roubado. Depois do APRS ficar popular, Keith Sproul (WU2Z) escreveu uma versão para Macintosh (MacAPRS). Alguns anos mais tarde, o seu irmão Mark (KB2ICI) colocou-o sobre o Windows 95 e 3.1 (WinAPRS). Para não ser ultrapassado, Steve Dimse (K4HG) criou o JavAPRS, o qual era capaz de correr em conjunto com um browser JAVA, usando dado s da Internet. Dale Heatherington (WA4DSY) escreveu um servidor que permite receber dados de um TNC de uma área particular e enviar o fluxo de dados na internet para usar com o JavAPRS. No inicio de1997, Brent Hildebrand (KH2Z) criou uma nova versão do APRS. Foi chamado APRS+. O programa ligava com a a sua própria cópia do Atlas da DeLorme Street, conseguindo dar aos mapas os níveis ao longo das ruas com a operação total do APRS. Mark Sproul também adicionou a cartografia das ruas ao WinAPRS ligando-o ao programa Precision Mapping. Infelizmente, o Precision não faz mais versões do programa que trabalham com o WinAPRS. Em1998, foi lançada uma versão de APRS para o Palm Pilot. Agora também já estão disponíveis versões para o Linux e Windows CE. Um dos últimos desenvolvimentos foi chamado FindUMap Server- (http://www.findu.com) e pode ser usado para qualquer estação de APRS que foi recebida e arquivada na vasta rede sem fios de APRS. O FindU colocará estas estações na sua página de internet usando mapas da net do Mapquest. O FindU é também usado para mostrar informação do tempo recebido por estações de APRS devidamente equipadas. (http://www.findu.com/cgi-bin/wxnear.cgi?zip=30144) Claro que, agora com o "casamento" da Internet com o APRS, novos horizontes foram abertos. Agora podemos trocar 1 linha de mensagem e a posição de móvel para móvel em qualquer parte do mundo graças às numerosas gateways de RF para a internet que foram aparecendo. Existem mesmo dois rádios Kenwood (um portátil - o TH-D7A e um movél - o TH-D700 ) que tem APRS incluído! Ambos os rádios incluem 144 e 440 e têm um TNC incorporado. Eles têm saída série para ligar a um PC e a um receptor GPS. Original: Ralph Fowler, N4NEQ

SSTV__________

1. Um pouco de história As transmissões de SSTV (Slow Scanning Television) no radioamadorismo, tiveram início no ano de 1958 quando um grupo de radioamadores liderados por Copthorne MacDonald (então WA2BCW, agora VY2CM) interessaram-se em enviar imagens nas faixas de MF/HF. Este sistema permite transmissões internacionais e intercontinentais de imagens, pois utiliza as mesmas faixas de fonia e o mesmo espectro de 3KHz utilizado para transmissão de voz. Para reduzir a banda passante que era de 6 MHz para apenas 3 kHz, foram estabelecidos no SSTV padrões próprios. O tempo de transmissão de cada campo aumentou de um trinta avos por segundo (1/30) para oito segundos (240 vezes). O numero de linhas por campo foi reduzido de 525 para 120 (4,375 vezes). A resolução horizontal também foi reduzida na mesma proporção do número de linhas verticais (4,375 vezes). Como resultado, tivemos: 6 000 000 Hz/(240 x 4,375 x 4,375) = 1 306 Hz, que cabe, folgadamente, na gama de voz, que é de 2500 - 300 = 2200 Hz. A informação de vídeo é enviada em forma de sub-portadora modulada em freqüência, com variação entre 1500Hz e 2200Hz, onde 1500Hz corresponde ao nível preto e 2300Hz corresponde ao nível branco. Os sinais de sincronismo horizontal e vertical são enviados como salvas de tons de 1200Hz. Em resumo, o padrão do SSTV é o seguinte: Tempo do Campo 8 segundos Linhas por Campo 120 Duração de cada linha 0,067 segundos Duração do Sincronismo Horizontal 0,03 segundos Duração do Sincronismo Vertical 0,005 segundos Nível preto 1500 Hz Nível branco 2300 Hz Freqüência de Sincronismo 1200 Hz

No inicio das atividades de SSTV, para conservar grande parte da imagem luminosa durante a transmissão dos 8 segundos do quadro até o início do novo quadro, utilizavam-se tubos de RADAR DE LARGA PERSISTÊNCIA, COM FOSFORO TIPO p7. Mais tarde, outros tubos de raios catódicos de longa persistência foram usados. Hoje em dia, com as facilidades da memória digital, as imagens recebidas por SSTV podem ser expostas na tela de qualquer receptor de televisão, sem diferença de intensidade entre as linhas subseqüêntes e por tempo ilimitado. Com a tecnologia digital, a SSTV tambem entrou na era das côres. A estação transmissora envia, em seqüência, os quadros correspondentes às três côres básicas - vermelho, verde e azul - a estação receptora os armazena em três memórias, transforma-os de digitais para analógicas, e excita, com eles, os correspondentes canhòes do tubo de imagem cromática. A partir destes experimentos, houve uma rápida evolução, passando das imagens em branco-e-preto para as imagens coloridas, surgindo daí o interesse de algumas firmas comerciais que passaram a industrializar equipamentos para radioamadores. Eram equipamentos caros e complexos, o que dificultava a construção caseira por parte dos radioamadores. Só com o popularização dos computadores pessoais, é que o SSTV tomou um impulso enorme. Vários radioamadores passaram a desenvolver inicialmente, softwares para o sistema operacioanal DOS e posteriormente para o ambiente Windows e ultimamente estão sendo desenvolvidos para Linux. As velhas máquinas tornaram-se obsoletas e hoje é possível montar uma estação de SSTV com apenas um microcomputador/kit multimídia, um software e um transceptor.

2. O que é SSTV? A palavra SSTV é a abreviatura da denominação inglesa "Slow Scanning Television" que em português significa "Televisão de Varredura Lenta", pois ao contrário das emissoras de televisão comerciais que usam varredura rápida para compor a imagem, (o que permite que vejamos os movimentos em tempo real). Em SSTV, como é usada a varredura lenta, para que possamos ver a imagem são necessários alguns segundos. Este modo permite a transmissão de imagens totalmente coloridas através de transmissores de rádio. As cores da imagem são transformadas em sinal de áudio. Cada imagem tem 256 linhas, cada uma delas é transmitida 3 vezes (as 3 cores RGB). O tempo para envio de uma imagem é de cerca de 2 minutos.

3. Equipamentos necessários para montar uma estação de SSTV Quase todos equipamentos já existem no "shack" do radioamador moderno, senão vejamos:

- Um transceptor de HF (SSB) ou de VHF/UHF (FM); - Um microcomputador (de preferência com kit multimídia e/ou scanner); - Um programa para SSTV; - Uma interface de construção caseira (no caso do computador não possuir kit multimídia). - Uma placa de som do kit multimídia.

É importante observar que o transceptor de HF deve ter ótima estabilidade de frequência, de preferência deve ser sintetizado.

4. Que programas devo usar para fazer SSTV? A maioria dos programas foram desenvolvidos por radioamadores. Existe uma grande quantidade deles, tanto para o DOS quanto para Windows e ultimamente para Linux. Alguns usam uma pequena placa de construção caseira (interface) para fazer a "comunicação" do microcomputador com o transceptor e vice-versa. Outros, mais modernos, usam a própria placa de som do kit multimídia, dispensando a confecção da interface. A título de orientação, segue abaixo uma tabela dos principais programas para SSTV usados no radioamadorismo:

Programa Autor Interface Sistema Status Registro JVFax DK8JV Hamcomm DOS Converter Hamcomm DOS Color Slow Scan WB9MMM Hamcomm DOS Shareware U$ 49,95 WinPix Pro K0HEO Placa de som Windows Comercial U$ 65,00 W95SSTV Silicon Pixels Placa de som Windows Shareware U$ 50,00 JVComm32 DK8JV Placa de som Windows Comercial WinSkan PC Bit Software Placa de som Windows Shareware U$ 60,00

NOTA: Se o seu computador possuir kit multimídia, fazer SSTV torna-se muito fácil. As ligações entre o computador e o transceptor são feitas da seguinte maneira:

Ø A saída do alto-falante do transceptor é ligada com um cabo de áudio blindado à entrada LINE IN da placa de som. Ø A entrada de áudio do microfone é ligada com um cabo de áudio blindado à saída LINE OUT da placa de som. Ø O chaveamento do PTT é feito através de um circuito simples, composto de um diodo, um resistor e um transistor que é ligado à porta serial do computador na linha RTS/GND (pinos 7 e 5 no DB-25). Se o seu computador possui DB-9, procure identificar as linhas RTS/GND. Geralmente o arquivo help dos programas de SSTV indicam como fazê-lo.

5. Onde encontrar estações de SSTV? As freqüências de radioamadorismo onde encontramos o maior número de estações transmitindo em SSTV, é na faixa de 20 metros. As frequências usadas internacionalmente são:

 

6. Como fazer um QSO em SSTV? Um QSO em SSTV é feito da mesma maneira que um QSO em fonia. A única diferença é que você transmite as imagens entre seus QSO em fonia. É importante usar seu microfone entre as transmissões das imagens para evitar dúvidas. Nunca entre "break" em uma frequência transmitindo uma imagem. Recomendamos fazer os primeiros contatos em fonia, para depois acertar o envio de sinais em SSTV.

7. Que modo devo usar? As estações européias usam o modo MARTIN1 como padrão. As estações dos EE.UU e japonesas usam preferencialmente o SCOTTIE1 como padrão. Todos os outros modos existentes nos programas de SSTV não são normalmente usados, apenas para rápidos experimentos.

8. Onde encontrar literatura sobre SSTV? Existem vários livros que tratam do assunto. Em nossa literatura podemos citar o livro "O Handbook do Radioamador" de Thomas Hallaz- PY2AH. Na literatura internacional, temos o "RadioAmateur Handbook" da ARRL e o "Slow Scan Television Explained" de Mike Wooding- G6IQM, distribuído pelo British Amateur Television Club.

9. Como enviar reportagem de sinal em SSTV? No modo SSTV as reportagens de sinais são dadas na forma RSV, onde:

- R = (Rádio) de 1 a 5 (5 é o melhor sinal) - S = (Strenght de 1 a 9 - V = (Video) de 1 a 5

 

Portanto, quando uma imagem uma boa definição e é recebida com uma intensidade de sinal (strenght) 9, recebe uma reportagem RSV de 595.

10. Como operar corretamente em SSTV.

Ø Antes de iniciar a transmissão de uma imagem, é muito importante perguntar em fonia "esta freqüência está sendo usada em SSTV? " ou em inglês "Is this frequency in use for SSTV?". Nunca transmita se escutar qualquer outro sinal! Ø O SSTV é muito mais do que a simples transmissão de imagens. Use seu microfone entre as transmissões de SSTV! Faça comentários sobre as imagens transmitidas e recebidas! Pergunte se a outra estação está pronta para receber a próxima imagem! Se desejar responder a uma imagem-CQ, primeiro pergunte, em fonia, à estação que está chamando se está pronta para receber sua imagem! Isto evitará dúvidas e interferências!!! Ø NUNCA interfira um QSO em SSTV enviando imagens! No intervalo entre em fonia. Imagens não são a maneira correta de fazer contatos. Tente em fonia primeiro!!! Ø 28.680, 21340 e 14230 são freqüências de chamada. Tente fazer QSO em uma freqüência livre. As chances de que seu QSO seja interferido por uma imagem-CQ é muito menor! Ø A faixa de 20 metros está realmente congestionada (não somente com SSTV!). Tente usar as freqüências mais altas, 10 metros por exemplo, tem um oceano de espaço sem uso!. Ø Ë muito importante usar as freqüências de SSTV sugeridas com espaçamento de 3KHz. Eis as freqüências de SSTV sugeridas: · 10 Meters: 28.673-28.677-28.680. Freqüências de chamada 28.683 e 28.686. Repetidor de K3ASI 28690. Repetidor de ON4VRB 28.700. · 15 Meters: 21.334-21.337-21.340. Freqüências de chamada. 21.343 e 21.346. Evite usar SSTV em 21.350 porquê ali funciona um Phone DX Net! · 20 Meters: 14.233-14.236-14.239. Freqüência de chamada 14.230. Evite usar SSTV em 14.227 porquê ali funciona um Phone DX Net! · 80% de todo tráfego em SSTV é feito nestas freqüências. Por favor não transmita imagens em SSTV "entre" estas freqüências sugeridas, causará enorme QRM!!! Um afastamento de 3KHz torna-se necessário para não interferir nas estações mais próximas !! Ø Tente ser original em suas imagens. Imagens relacionadas com (shack, antenas, QTH, sua cidade, família, etc) tornam realmente atraentes. Por favor não transmita imagens contendo material pronográfico, política, comercial, etc. Ø Não se omita (ou se envergonhe) em ajudar estações que não estão operando corretamente. Lembre-se que todos podem cometer enganos!!!

var yviContents=\’http://br.toto.geo.yahoo.com/toto?s=382046084&l=NE&b=1&t=1104688733\’;yviR=\’br\’;yfiEA(0);geovisit();&lt;IMG height=1 alt=setstats src=”Modos de Tranmissões para RA_arquivos/visit.gif” width=1 border=0&gt; 1 geovisit(); &lt;img src=”http://visit.geocities.yahoo.com/visit.gif?br1204035173&#8243; alt=”setstats” border=”0″ width=”1″ height=”1″&gt; 1

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