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“SATÉLITE”

07,domUTC96UTC04bSun, 06 Apr 2008 10:46:10 +00002008 2007.

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SATÉLITE ARTIFICIAL

Superinteressante edição 008
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O Brasil visto através de fotografias tiradas pelo satélite SPOT; ainda, boxe sobre o lançamento do primeiro satélite de sensoreamento remoto e as vantagens do SPOT.
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LIVROS SUPERIMPORTANTES
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Brasil via satélite

O Brasil visto através de fotografias tiradas pelo satélite SPOT; ainda, boxe sobre o lançamento do primeiro satélite de sensoreamento remoto e as vantagens do SPOT.

As muitas faces de um país fotografado a 800 quilômetros de altura

Desde que foi colocado em órbita, a 22 de fevereiro de 1986, o satélite francês SPOT (Satellite Pour I’Observation de la Terra) tem tirado fotos valiosas de um pedaço do planeta “abençoado por Deus e bonito por natureza”, como acreditam seus habitantes. Fotografado a 832 quilômetros de altitude, o Brasil exibe, de fato, paisagens dignas de sua fama, mas também revela as marcas de agressões à natureza que cedo ou tarde acabam castigando os agressores – os próprios brasileiros. Segundo o geólogo Luis Henrique Azevedo, um pioneiro no mapeamento do Brasil via radar, diretor da Sensora, distribuidora exclusiva das imagens do satélite francês no Brasil, “além de caras, as fotos do SPOT eram difíceis de ser adquiridas, por causa das restrições à importação”.

Agora, esse problema acabou. A antena parabólica de três metros da estação rastreadora do Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE) de Cuiabá, Mato Grosso, foi ajustada para captar imagens do SPOT. Cuiabá, já recebia as imagens enviadas pelo satélite americano Landsat, usados pelos brasileiros desde a sua primeira versão, lançada em 1972 (veja quadro adiante). A foto que abre a serie destas páginas, rastreadas a 12 de julho de 1986, cobre uma área de 3600 quilômetros quadrados, abrangendo Rio de Janeiro, Niterói e baía da Guanabara. Para os treinados olhos dos técnicos, a foto registra evidencias alarmantes da devastação da mata, ocupação urbana inadequada e erosão dos morros do Rio – justamente os principais culpados pela grande enchente que vitimou a cidade em fevereiro ultimo.

Os sensores eletrônicos do satélite separam a radiação que a superfície emite em bandas, ou regiões do espectro, isolando corres visíveis junto com porções do infravermelho. Os dados transmitidos por rádio são gravados em fitas magnéticas. Em seguida, estas são processadas na forma de filmes fotográficos em cores falsas para o reconhecimento dos analistas. Assim, os sensores do SPOT registram em cores diferentes a radiação emitida pelo solo nu e pela água do mar, vegetação e zona urbanizada do Rio. Onde o relevo é elevado, a vegetação mais exuberante, que acumula muita umidade, reflete-se mais na faixa do infravermelho. A intensidade do vermelho só diminui onde a floresta esta sendo devastada.

As áreas muito ocupadas nos declives dos morros, onde falta vegetação, se refletem em tons de marrom. Toda a parte plana do Rio e da Baixada Fluminense aparece em azul, traduzindo a urbanização e alta densidade de prédios e casa. A área onde a terra é limpa, deixando à vista o solo nu, aparece em branco. É o que acontece na zona costeira, principalmente na região da Barra e da ilha do Governador, onde se destaca o aeroporto do Galeão (ao alto na foto). Sobre o azul- escuro, quase preto, do mar, aparece abaixo da ilha o reflexo da ponte Rio- Niterói.

O mosaico da terra paulista

Quem bate os olhos nessa imagem pode supor que se trata de um mosaico colorido. Mas, para os geólogos, a foto da região de Fernandópolis, SP, na divisa com Minas, revela uma seqüência de lavouras em diferentes fases de cultivo. Segundo o INPE, cada tipo de plantação tem uma assinatura, ou seja, é registrada com nuances de cor pelo satélite. Há variações até durante o crescimento das plantas. Por exemplo: a preparação da terra nua para o cultivo da cana apresenta cor branca; à medida que a planta cresce, a superfície assume um tom vermelho; e, quando ocorre a colheita, o tom é preto. Região de agricultura diversificada, não é de estranhar que a imagem de Fernandópolis pareça uma pintura. Ali se cultivam laranja, café, arroz, milho, algodão, cebola, além da criação de gado.

Flagrando o fogo em Ribeirão Preto

O SPOT funciona como um atento vigilante do espaço. A cada 26 dias, pode mandar uma foto da mesma região. Mas esse prazo diminuirá se a estação rastreadora acionar um dos truques da satélite, fazendo com que suas câmeras fiquem em exposição obliqua. Assim, o SPOT capta a mesma área a cada dois dias e oito horas. Ao esquadrinhar uma região com breves intervalos de tempo, o satélite permite o acompanhamento periódico das mudanças nas áreas de cultivo, como os pequenos quadrados e círculos coloridos dessa foto da região de Ribeirão Preto, 310 quilômetros ao norte de São Paulo. O SPOT ajuda a conservar florestas, ao denunciar desmatamentos e queimadas em lugares de difícil acesso. As nuvens brancas da foto são queimadas, feitas para a limpeza do terreno antes do plantio de cana-de-açúcar.

O desmatamento na serra do mar

Se esta foto tivesse sido tirada há cinqüenta anos, toda a região de relevo mais elevado que acompanha o litoral do estado de São Paulo teriam pesado tom vermelho-escuro, por refletir o no infravermelho a presença da mata atlântica ao longo da serra do mar. Mas, como o registro do SPOT foi feito há apenas dois anos, o o que se vê são variações mais claras de vermelho, o provocadas pelas devastações da mata, pelo corte das árvores originais e sua substituição por uma vegetação menos homogênea. Os milhares de sinais brancos que pontuam o litoral mostram ao ocupação humana ao longo das praias e de mão na água, São Vicente, santos e Guarujá. A foto mostra ainda a cidade de Cubatão, acima da ilha de São Vicente e alta e da serra do mar. As áreas completamente brancas são as indústrias e depósitos de petróleo da cidade; as mais marrom, a ocupação dos mangues com mostra também a cidade de São Bernardo do Campo.

A ação do homem em Carajás

Ano após ano, o superei espião do espaço por de medir o ritmo da derrubada de árvores e a ocupação da Amazônia com o instituto de pesquisas espaciais (Inpe) já fez esse levantamento três vezes, a contar de 1973, com a ajuda do satélite americano Landsat tão com o esporte, as imagens obtidas são ainda mais precisas. Esta foto da serra de Carajás, no Pará, tirada em 15 de julho de 1986, por exemplo, a ressalto o azul da ocupação desordenada da região. Não fosse isso, a foto teria uma cor vermelho-escura uniforme –refletindo no infravermelho a exuberância da floresta. Ao contrário de outras regiões do país, onde a terra nua aparece em branco, na foto do esporte de Carajás o solo ferrugem nos o reflete-se em suaves tons de azul. A esquerda, destaca-se a região de mineração de ferro; acima, a ferrovia Carajás-São Luís.

Bahia, a ocupação da caatinga

O Rio Itapicuru, que corta a região semi-árida do nordeste da Bahia, é o ponto principal das a foto. Se estivesse totalmente seco, apareceria como um grande novelo branco. Mas, como ainda água no seu leito, é possível perceber um fim Let Preto cortando o Rio em alguns lugares com o homem se estabeleceu ao longo do Itapicuru e, ocupando pequenos sítios de subsistência e em áreas de pastagem. A região é de Caratinga e a vegetação rala pouco se reflete em vermelho. No canto direito inferior da foto, vêem-se grandes formas retangulares que revelam a presença de latifúndios. No dia 24 de outubro de 1986, quando a foto foi tirada, havia muitas nuvens sobre a região: elas aparecem como manchas brancas arredondadas.

No Piauí, as marcas da seca

Vista pelo esporte, água adquire uma tonalidade escura-como acontece no mar ao. Mas na região semi-árida de São Raimundo Nonato, no sul do Piauí, a 520 km de Teresina, a luz refletida pelo Rio Piauí e seus afluentes é totalmente branca com não é de admirar com em 1 de julho de 1986, dia em que foi tirada a foto, os rios estavam secos. Aparentemente, todos os reservatórios da região tinham sido afetados pela estiagem. Mas o satélite conseguiu localizar micro. Os azuladas nos leitos secos, o que caracteriza a presença de fontes de água subterrânea. Espinhosas e de pouca folhagem, a vegetação da caatinga aparece em tom azulado com a oeste começam os chapa 2, onde predomina a vegetação desse errado, mais densa e portanto mais avermelhada por homem transforma paisagem ao ocupar pequenos sítios, evidenciado nos pelas manchas brancas da foto, o algumas vezes rodando um pomposos-resultado da irrigação.

Em Iguaçu, a divisão na floresta

O que à primeira vista parece um erro no registro de cores do esporte-vermelho bem forte à esquerda e mistura de verde e vermelho à direita-se explica pela especular peculiaridades da ocupação do território brasileiro. A foto mostra claramente a diferença entre o parque nacional do Iguaçu, no Paraná, a esquerda do rio Gonçalves Dias, afluente do IVA Iguaçu, onde a floresta nativa foi preservada, a região mais explorada pelo homem entre as cidades de Cascavel e Capanema. Como em todos caso de vegetação mais exuberante, que acumulam umidade, o parque reflete-se mais intensamente no Incra vermelho com o já a região ocupada principalmente por pastagens e pequenos roçado, embora não tenha sido inteiramente devastada, já não apresenta a cobertura natural; por isso, reflete-se em duas cores com no centro da foto, o que estão as águas sinuosas do, sul-os pontos brancos mostram os locais em que ele apresenta saltos e corredeiras.

Pantanal, a influência do rio Paraguai

Região plana, o pantanal mato-grossense, na fronteira entre Brasil e o Paraguai, sofre a influência do rio Paraguai. Como se vê nessa foto, o leito do rio se desloca, deixando um rastro da terra. Allen azul escuro (abaixo, à esquerda) costuma ser inundada em determinadas épocas do ano. Do lado direito do Rio, as cores azuis teve meias se referem a vegetação, mais indiretamente também ao tipo de solo. A medida que o Rio se desloca, depositar areia e argila nas margens. A areia absorve água e cerca com facilidade com já a argila mantém a umidade e portanto produz uma vegetação mais exuberante com conhecer essas diferenças e a influência da água é fundamental para os agricultores por por exemplo, dispondo da foto do satélite, eles podem mapear o tipo de cultivo de arroz bife de dentro d’água, de terra úmida e de terra mais seca.

Cáceres, o caminho do minério

Graças a melhor resolução dos satélites porte, que permite distinguir formas de apenas 20¢20 m, percebe-se claramente nessa foto de Cáceres, no estado de Mato Grosso, a direção seguida pelo minério calcário que aflora na região é com recursos desse tipo que os geólogos conseguem descobrir depósitos de minerais e campos de petróleo ou em Cáceres, o a região de várzea apresenta mais desmatamento. A foto mostra nas cores azul, vermelho e verde até as forma geométricas dos empreendimentos agropecuários da região com seus limites nem traçados com nas áreas mais elevadas, a vegetação natural a refletida em vermelho. O rio Paraguai, a esquerda na foto, é lamacenta portanto azulado, e seus meandros foram lagoas naturais (ao alto), contra rocha calcária se dissolve com mais facilidade.

Em Porto Alegre, a poluição na lagoa

Eis a cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, como esporte a viu no dia 13 de março de 1986 por alguns anos, os técnicos acreditava que os poluentes descarregados no Rio Guaíba, que banha Porto Alegre, corriam direto para o mar com o projeto poluem, dirigido pelo oceanógrafo Renato Herz, da universidade de São Paulo, toda a poluição fica em suspensão durante vários dias e nas águas da lagoa dos patos, ano envenenando lugar. Esse estudo se valeu de fotos do satélite lã de saque, interpretadas pelo computador para apresentar diferentes colorações de acordo com o nível de oxigenação da água com quanto mais se limpar a água mais escura imagem.

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